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CRB15 - Conselho Regional de Biblioteconomia 15ª Região

Carreira

Biblioteconomia: profissão em evolução

O universo de trabalho do bibliotecário é a informação. Portanto, difuso, muitas vezes impreciso, infinito e revestido de formas convencionais (como as impressas) e não convencionais (como as eletrônicas, as “pictóricas”, as “botânicas”) e tantas outras que remetem à análise estratégica para formalizar conteúdo destinado a estrutura do conhecimento.

Na prática, a profissão implica no reconhecimento de estratégias locais para divulgação global. Cada profissional, dentro do micro-universo em que é solicitado, deve desenvolver estratégias, além de organização, busca, configuração e retrato de conteúdo das informações, em bases de dados confiáveis ao público a que se destinam.

A demanda deste profissional está em toda parte: nas áreas de planejamento estratégico, novos negócios e pesquisa de mercado de grandes empresas e agências de publicidade, em bancos de dados especializados, sendo responsável por resumos e thesaurus (dicionário terminológico), para atender a demandas de acesso on-line de bases específicas, muitas vendidas comercialmente. Atua também em acervos especializados, centros históricos de documentação e informação, em organizações governamentais, jurídicas e legais, na estruturação, monitoramento e acompanhamento da evolução legal para jurisprudência e demais decisões, em agências de notícias, bancos de imagens e fotografias, nas bibliotecas públicas, universitárias e escolares - instrumentos essenciais para formar jovens cidadãos - em organizações não governamentais, em bureau de informação etc...

O leque de possibilidades profissionais do bibliotecário é infinito. Pode-se atuar formalmente, como analista de informações - profissional especializado em buscas - na direção, fomento e apoio a programas de incentivo à leitura, na ação e animação cultural, em consultorias etc.. O universo de pesquisa não pode ter limites, sob pena de perda de conteúdo, devendo abranger do livro ao ciberespaço.

A força inconteste da mídia globalizada tem contribuído, de alguma forma, às vezes estereotipada ou até preconceituosa, outras vezes poética ou mesmo nem tão contestadora, com relação a divulgação da imagem do profissional da Biblioteconomia. Citando alguns exemplos nos quais o profissional é retratado ou lembrado, há alguns filmes: O nome da rosa, Nunca te vi, sempre te amei, A múmia, Asas do Desejo, O último portal, Party Girl, O vendedor de ilusões, Filadélfia, Caça Fantasmas etc...

No imaginário coletivo pode ainda haver “respingos” de uma imagem estereotipada de um profissional conservador , resistente às mudanças e fadado à clausura. Doce ilusão! Na prática, a história é outra! A profissão foi regulamentada no Brasil desde 1962, mas já exercida muito antes, quando Manuel Cícero Peregrino da Silva, então Diretor da Biblioteca Nacional, conseguiu oficializar a criação do primeiro Curso de Biblioteconomia no país (primeiro também da América do Sul e que começou a funcionar em 1915 na própria Biblioteca Nacional.). Até o início da década de 30, a Biblioteconomia viveu sua fase humanista, calcada no modelo da École de Chartre, na França, na qual seus profissionais eram ilustres personalidades: escritores, historiadores, literatos, pessoas cultas em geral.
A profissão de bibliotecário se consolidou e se mantém, atualmente, também com base na tecnologia - e não somente nos sistemas de organização formais. Trabalha-se com o reconhecimento de inúmeras ferramentas de busca, como programas que manipulam bases de dados com informações disponíveis na web ou em redes locais de informação e conhecimento.
No dia 12 DE MARÇO comemora-se o DIA DO BIBLIOTECÁRIO. Forma-se uma corrente entre os profissionais do Brasil, para divulgação da profissão, pois há uma defasagem clara entre o número de bibliotecários e as reais necessidades da população. Essa discrepância se observa, em especial, nos serviços de informação que devem ser prestados pelas bibliotecas públicas e escolares, que têm vital importância no processo de educação formal do cidadão.

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